Paraciclismo e o uso de HandBikes

Paraciclismo e o uso de HandBikes

abril 30, 2017
Personal Biker Team
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Paraciclismo e o uso de HandBikes

 

O Ciclismo Paralímpico ou apenas Paraciclismo é uma categoria ciclística para

pessoas com deficiência física. A história do paraciclismo tem origem na década de 80 com o

uso de Tandem Bike por deficientes visuais acompanhados de um guia. Com o passar do

tempo a partir de uma conscientização processual, outras adaptações do paraciclismo

começaram a ser feitas surgindo assim novas categorias de acordo com diferentes tipos de

deficiência física.

Atualmente os equipamentos utilizados na categoria vão desde bicicletas

convencionais a triciclos, tandem bikes e ainda as HandBikes, a escolha do quipamento varia

de acordo com a modalidade paraciclistica e com a necessidade do atleta que a utilizará. As

modalidades da categoria são duas: Pista e Estrada.

 

Paraciclismo de Pista

 

A modalidade de pista teve origem na metade da década de 90 e tem hoje muitos

adeptos. Nessa modalidade existem três principais eventos que determinam a composição da

competição que são perseguição (pursuit), Sprint e Contrarrelógio.

Na perseguição a competição se dá com a participação de dois competidores que se

posicionam opostamente e vence aquele que conseguir alcançar em menor tempo o outro

competidor. No Sprint a competição é realizada com a participação de dois ciclistas por vez

sendo que vence aquele que conseguir em menor tempo concluir as três voltas determinadas

no velódromo. É considerada uma competição estratégica pois os competidores podem se

estudar para decidir quando dar sua maior potência. Já no contrarelógio os atletas percorrem a

pista individualmente, e aquele que tiver o menor tempo registrado é considerado o vencedor.

 

Paraciclismo de Estrada

 

Essa modalidade do paraciclismo foi oficializada em 1984, e as competições hoje são

consideradas extremamente estratégicas. Os atletas são identificados por diferentes cores de

capacetes e o uso de HandBikes tem especial destaque tendo sido introduzido em 2004.

Os atletas fazem largada simultânea e aquele que for o primeiro a cruzar a linha de

chegada é considerado o vencedor. Nessa modalidade o nível de força e resistência dos atletas

é extremamente importante e a principal estratégia costuma ser aliar o ritmo com o

posicionamento o que gera melhor desempenho dos ciclistas.

 

O ciclismo paralimpico é amparado pela União Ciclistica Internacional – UCI, que

emite licenças e parâmetros para competições de diversas modalidades ciclísticas. Nessa

modalidade a UCI determina medidas para abrigar toda a diversidade do paraciclismo, de

acordo com os diferentes tipos de deficiência dos atletas. Atualmente são utilizadas as

seguintes definições:

 

• LC: Locomotor Cycling (atletas com dificuldades de locomoção);

• LC1: Atletas com pequeno prejuízo, geralmente nos membros superiores;

•  LC2: Atletas com prejuízo físico em uma das pernas, sendo permitido o uso de

prótese;

• LC3: Atletas que pedalam com apenas uma perna e não usam próteses;

• LC4: Atletas com maior grau de deficiência, geralmente com amputação em um membro.

 

Inclusão e tecnologia

 

Dentre as ferramentas e equipamentos que hoje proporcionam a possibilidade de

inclusão dentro do ciclismo, uma bicicleta que hoje tem ganhado muita visibilidade é a

HandBike. A HandBike é um tipo de bicicleta adaptada para ser pedalada com as mãos. No

paraciclismo ela é posicionada de forma deitada, ou melhor esportiva. É utilizada por pessoas

com deficiência física como paraplegia ou ainda por pessoas com mobilidade reduzida.

Existem no mercado diversos tipos de HandBikes adaptadas de acordo com a

necessidade do ciclista, podendo estar ser usada para fins esportivos que é o caso dos atletas

do paraciclismo, mas também existem modelos mais simples para passeio ou modelos mais

resistentes para trilhas.

 

A introdução da HandBike no paraciclismo hoje ainda é muito recente, mas já

representa para o mundo paralimpico uma conquista tecnológica que nos permite acreditar

que o mundo pode ser acessível para todos. Que as diferenças podem ser respeitadas e

podemos sim vencer os obstáculos da vida real e porque não os das competições também na

mesma medida.

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